Ir para o conteúdo

Professora da UFOP participa de balanço de nove anos do rompimento da barragem de Fundão

Twitter icon
Facebook icon
Google icon
Clara Lamacie
O evento discutiu sobre os nove anos do rompimento da barragem de Fundão, dentro da programação do IV Encontro do Observatório de Protocolos Comunitários de Consulta e Consentimento Prévio. O encontro foi sediado pela primeira vez em Minas Gerais e promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), por meio do Programa de Pós-Graduação em Direito Novos Direitos, Novos Sujeitos (PPGD) e do Grupo de Estudos e Pesquisas Socioambientais (Gepsa).
 

foto_4.jpg

Clara Lamacie
Professora Tatiana Ribeiro, coordenadora do Gepsa
 
O balanço do rompimento da barragem de Fundão é realizado anualmente pela Rede de Pesquisa Rio Doce. Seus objetivos são apresentar informações sobre os municípios mineiros e capixabas atingidos e criar um espaço para intercâmbio entre a academia, as pessoas atingidas e as entidades envolvidas na defesa dos seus direitos, discutindo de forma ampla a situação dos territórios afetados pelos rejeitos de minério.
 
A professora do Departamento de Direito da UFOP e integrante do Gepsa, Tatiana Ribeiro, explicou a questão da reparação dos danos causados após o rompimento da barragem, dando destaque ao acordo de repactuação. Segundo ela, há um "erro de premissa na repactuação, já que as empresas têm o dever de reparar todos os danos causados pelo seu empreendimento, e não de fazer", explica.
 
O IV Encontro do Observatório de Protocolos Comunitários de Consulta e Consentimento Prévio discutiu sobre os direitos dos povos indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais, os direitos territoriais e o direito fundamental à consulta prévia livre e informada, além dos desafios e da importância dos protocolos autônomos comunitários de consulta e consentimento prévio, livre e informado para o fortalecimento da luta dos povos em prol da concretização dos direitos coletivos e socioambientais, conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
 
REDE DE PESQUISA DO RIO DOCE: Composta por pesquisadoras e pesquisadores dos grupos de pesquisa e extensão CRDH, Gepsa, Homa, PoEMAS e Organon, a Rede foi constituída a partir do encontro de cientistas que buscavam, dentro das ciências humanas e sociais, não apenas desenvolver uma pesquisa crítica sobre o rompimento da barragem de Fundão, mas também construir conhecimentos e saberes em parceria com as comunidades atingidas e que fossem importantes para subsidiar a luta dessas comunidades por seus direitos. 
 
Nesta quinta (14), o Tribunal Regional Federal da 6ª Região, de Ponte Nova, publicou decisão que absolve as mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton de responsabilidade criminal pelo rompimento da barragem. 

foto_2.jpg

Clara Lamacie
O encontro debateu os direitos dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais

Veja também

7 Maio 2026

A mesa de abertura do I Simpósio Nacional de Jornalismo em Quadrinhos: Lugar desenhado e memória foi marcada pela potencialidade...

Leia mais

6 Maio 2026

Segue aberto, até 11 de maio, o prazo para submissão de resumos ao XXXI Encontro da Sociedade Brasileira de Acústica...

Leia mais

6 Maio 2026

A Unidade Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) UFOP lançou seu novo site institucional com a proposta de...

Leia mais

5 Maio 2026

A revista Ensina Biotec, vinculada aos programas de pós-graduação em Biotecnologia (Biotec) e de Ensino de Ciências (MPEC) da Universidade...

Leia mais