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Artigo que propõe estratégias para reverter queda de interesse nas Engenharias é destaque internacional

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NPG
Publicado na revista internacional Journal of The Minerals, Metals & Materials Society, o artigo discute a crescente dificuldade em atrair e manter estudantes nos cursos de Engenharia, especialmente nas áreas ligadas ao setor mínero-metalúrgico. A pesquisa, que teve origem em uma apresentação na 7ª edição da ABM Week, realizada em 2023, em São Paulo, propõe estratégias para enfrentar esse desafio, destacando o papel fundamental da juventude na transformação dessa indústria.
 
O estudo reúne dados nacionais e internacionais para compreender as causas do desinteresse das novas gerações pelos cursos da área. Embora o setor esteja em expansão e seja considerado estratégico na transição energética e no desenvolvimento sustentável, ainda enfrenta resistência por parte da chamada Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), que não se reconhece nas narrativas e práticas da indústria tradicional. O tema gerou ampla repercussão e levou à criação de uma comissão específica na Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) para acompanhar o número de ingressantes em diferentes instituições e avaliar a implementação das ações sugeridas no evento de 2023. 
Em tradução livre, o trabalho, assinado pelos professores Johne Jesus Mol Peixoto, Geraldo Lúcio de Faria e Rodrigo Rangel Porcaro, além do técnico-administrativo em educação Philipe Silva Cardoso de Castro, todos do Departamento de Engenharia Metalúrgica (Demet) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), intitula-se "As Engenharias do setor mínero-metalúrgico vão acabar? Não, se conseguirmos fazer com que os jovens aspirem ser os protagonistas da transformação nesta indústria". A escolha do título, cabe destacar, foi inspirada em uma interação em sala de aula, a partir da pergunta de uma caloura ao se deparar com dados apresentados na aula.
 
Segundo os autores, enfrentar esse desafio exige uma articulação ampla entre universidades, setor produtivo, governos e entidades de classe. "Será preciso um esforço que vai além da academia e dos governos para reverter o quadro a curto e médio prazo, somando-se gestores, instituições não governamentais e órgãos de classe para mostrar aos jovens como eles podem ser os protagonistas da transformação desse segmento industrial", explicam.
 
Neste sentido, embora o foco esteja nas Engenharias, sobretudo mínero-metalúrgicas, as reflexões do estudo podem ser aplicadas a outras áreas, contribuindo para o fortalecimento do ensino superior brasileiro diante dos desafios contemporâneos.
 
Confira o artigo completo. 

 

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