A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) ocupa o 41º lugar no Ranking Universitário da Folha (RUF) de 2026. O documento reflete o resultado de 205 universidades brasileiras avaliadas, incluindo públicas e privadas. Na classificação entre as federais, a UFOP aparece na 37ª posição geral, sendo a sexta de Minas Gerais. A pesquisa responde a cinco indicadores: ensino, pesquisa, inovação, internacionalização e mercado. A Instituição se destaca na margem de inovação, ocupando o nono lugar.
O RUF é uma avaliação anual produzida pelo jornal Folha de São Paulo desde 2012, abrangendo os cursos de graduação das universidades, centros universitários e faculdades. A classificação é feita a partir de dados de instituições e avaliações nacionais, como Enade, Inep, Capes, Inpi, CNPq, SciELO e Datafolha.
A Folha também avaliou as 42 carreiras mais promissoras, considerando aquelas com o maior número de ingressantes em todo o Brasil. A UFOP oferece 25 desses cursos. Dentre eles, os melhores colocados na Universidade são os de Farmácia, em décimo lugar, e de Engenharia Ambiental, em 13º.
AO LADO DE GIGANTES - "Os resultados obtidos pela UFOP no ranking da Folha refletem a excelência do trabalho acadêmico e científico construído por nossa comunidade ao longo de anos. Somos uma universidade de porte médio, sediada no interior de Minas Gerais, mas que alcança posições de destaque no ensino, na pesquisa e na inovação, ao lado de gigantes situadas em grandes capitais", ressalta o reitor Luciano Campos.
Ele observa limitações inerentes aos modelos de avaliação muitas vezes desfavoráveis a instituições com a configuração geográfica e operacional da Universidade, em especial no indicador de mercado, e enfatiza que nenhum ranking mensura com precisão a totalidade do impacto social e acadêmico de uma universidade pública. No entanto, não esconde a satisfação pela posição de destaque alcançada pela UFOP.
"É um estímulo para avançar. Nos últimos dois anos, iniciamos transformações estruturantes, que podem trazer reflexos consolidados nos próximos ciclos, como a criação da Coordenadoria de Avaliação Institucional (Cavin) e o aprimoramento da Comissão Própria de Avaliação (CPA)", explica.
Para o reitor, estas medidas impactam diretamente na qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação e no desempenho deles em avaliações externas. Luciano também cita a institucionalização da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo como iniciativa que fortalece a transferência de tecnologia, a proteção da propriedade intelectual e a articulação com o setor produtivo.
TRABALHO COLETIVO - A diretora de Inovação e Empreendedorismo da UFOP, Izabel Cristina da Silva, assinala que o destaque em Inovação reconhece a capacidade institucional de transformar o conhecimento produzido na academia em tecnologias, empreendimentos e soluções para a população. "Inovar envolve proteger a propriedade intelectual, aproximar a pesquisa das demandas sociais e produtivas, viabilizar parcerias e criar condições para que ideias e tecnologias cheguem à sociedade. É um trabalho coletivo, que reúne pessoas e diferentes áreas da Universidade, além de exigir diálogo constante", aponta.