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Professor da UFOP assina artigo sobre ineficácia do distanciamento social vertical

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Divulgação

A partir de simulações numéricas possibilitadas pelo modelo SEIR-Net, a publicação demonstra que a política de distanciamento social vertical é ineficaz para conter a pandemia do novo coronavírus. A análise foi produzida tendo como referência a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, mas conclusões semelhantes se aplicam igualmente a outras cidades. 

Para entender melhor a questão: existem diferentes estratégias de políticas públicas de saúde para conter surtos de novas doenças — ainda sem os medicamentos e vacinas específicos que curem e impeçam a transmissão — como a Covid-19. A principal delas é a adoção do distanciamento social, que visa reduzir a velocidade de transmissão do vírus. No distanciamento social horizontal, é restringido ao máximo possível o contato entre as pessoas, mas são mantidos os serviços essenciais. Já no distanciamento social vertical, grupos sociais considerados mais vulneráveis — como idosos e pessoas com doenças crônicas — ficam isolados, o que não garante a intermissão do contato com pessoas infectadas, assintomáticas ou não, tornando mais difícil o controle da pandemia. 

O professor do Departamento de Estatística (Deest) e do Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada (PPEA) da UFOP, Ivair Ramos Silva, é um dos pesquisadores que assinam o artigo. Ele explica que o modelo matemático epidemiológico compartimental adotado, o SEIR-Net, possibilita "modelar" determinada parcela da sociedade em "categorias" específicas: pessoas suscetíveis (S), expostas (E), infecciosas (I) e retiradas (R). 

Além disso, conforme o pesquisador, "como caso particular relevante para a temática de isolamento vertical, neste artigo, criamos os grupos de acordo com as frações de cada faixa da população, o que possibilitou avaliar cenários para os casos de Covid-19 sob diferentes dinâmicas de contato entre as pessoas das diferentes faixas etárias, que é a ideia do termo isolamento vertical". 

O artigo, enfim, compara as duas situações de isolamento a um "cenário-controle", sem nenhuma intervenção para distanciar as pessoas umas das outras. A situação do distanciamento vertical é quase tão ruim quanto aquela sem nenhum distanciamento, em termos do número de infectados e da aceleração do número de casos. 

Por outro lado, desde que aplicado com a mesma intensidade a todos os grupos etários, o distanciamento horizontal reduz significativamente o número total de infectados e "achata a curva de crescimento da doença". O material suplementar do artigo fornece ainda detalhes sobre a implementação do código do modelo na linguagem R. 

Leia o artigo na íntegra.

EQUIPE – O estudo desenvolvido reúne pesquisadores das diferentes áreas da ciência: Estatística, Matemática, Física, Computação, Medicina e Engenharia. A iniciativa nasceu no departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), liderada pelo professor Ricardo Hiroshi Takahashi, e agregou representantes da UFOP, como o professor Ivair Ramos; da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e também da Polícia Civil de Minas Gerais.

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