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Exposições fotográficas colocam as pessoas como espectadores delas mesmas

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No maior salão do Centro de Convenções, palco de diversos eventos culturais, duas meninas apaixonadas por fotografia expõem seus registros retratando com emoção as particularidades desses eventos. As fotos nos convidam a passear pelo o ambiente e viajar durante o passar do tempo.

Espectar
Íris Zanetti, ex-aluna do curso de Jornalismo da UFOP, tem na sua exposição Espectar o resultado de suas vivências em coberturas fotográficas durante o Festival de Inverno de Ouro Preto e  Mariana e a Orquestra de Ouro Preto. 

As fotos são registros do público participante desses eventos. Pessoas emocionadas, surpresas, felizes, animadas e apaixonadas nos traz a sensação de contentamento. São expressões faciais carregadas de verdade. Espontâneas. “Essa instalação visual foi meu trabalho de TCC. Foi um processo de observação desse público e de amadurecimento do meu olhar ao longo das edições de cada festival. Na própria demanda da cobertura fotográfica, temos que incluir no material algumas fotos do público. Mas comecei a notar que essas fotografias tinham um potencial afetivo para além de a pessoa se identificar nessa imagem no Facebook depois”, explica Irís.

As imagens são observadas através de um monóculo, fugindo das exposições convencionais na qual as fotos estão disponibilizadas em um tamanho razoável. As pessoas tem que colocar seu olho em cada um dos objetos para poder saber o que foi fotografado.  “Os monóculos foram pensados para trazer ao espectador da exposição a sensação do ato fotográfico. Ao fechar um dos olhos pra observar a foto pela lente dos monóculos, a pessoa copia o gesto que o fotógrafo realiza para fotografar em uma câmera DSLR”, revela.  

Nesse processo, o espectador é convidado a recorrer a sua bagagem de experiências e construir sua própria leitura.

Unidiverso
Essa exposição contempla uma seleção feita para mostrar a diversidade de atividades e linguagens que passaram pelo Festival de Inverno durante os anos. São fotografias que mostram os espetáculos, intervenções. Cenários incríveis para compor a mostra.

Já se passou uma década desde que a fotógrafa Naty registrou seu primeiro espetáculo em um palco do Festival, sem técnica nem equipamentos avançados. “Perdi arquivos de alguns anos e tive que me virar com o que achei em pouco tempo, a impressão foi na gráfica da UFOP, a montagem foi simples e com os recursos que tinham”, lembra.

As fotos te convidam a revisitar espetáculos, seja ele de qualquer natureza, com um outro olhar. As fotos revelam detalhes invisíveis aos olhos. É evidenciar além do que nosso olhar está acostumado a perceber.  “Quanto às imagens, foquei a seleção em fotografias mais artísticas e autorais, para fugir um pouco das imagens divulgadas previamente e mostrar ao público cenas ocultas, como pés, sombras, reflexos” , salienta.

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