Ir para o conteúdo

Livro sobre Rainha Conga mobiliza roda de conversa sobre memória e tradição na UFOP

Twitter icon
Facebook icon
Google icon
Maria Eduarda de Lima
Estudantes do curso de Turismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) participaram, no dia 16 de abril, de uma roda de conversa com a Rainha Conga, Isabel Casimira Gasparino e o historiador Rildo César Souza. O encontro foi realizado na Escola de Direito, Turismo e Museologia (EDTM) e marcou o lançamento do livro “Rainha Conga de Minas Gerais e do reino treze de maio”.
 
A atividade reuniu estudantes, professores e convidados em um espaço de escuta e troca sobre memória, cultura e tradição. A proposta foi aproximar a comunidade acadêmica de lideranças que mantêm vivas práticas culturais importantes em Minas Gerais.
 
Segundo a professora Kerley Alves, o evento vai além do lançamento da obra e representa um momento de valorização de saberes construídos ao longo do tempo. “O livro sobre a Rainha Conga Isabel Casimira Gasparino não é apenas um registro biográfico, mas um documento vivo de saberes que foram construídos e transmitidos ao longo de gerações”, destaca.
 

img_6398_1.jpg

Maria Eduarda de Lima
A roda de conversa destacou o respeito às diferentes crenças e a importância do diálogo como base
Durante a roda de conversa, Isabel Casimira compartilhou experiências de sua trajetória e refletiu sobre o papel do congado na preservação da cultura. No livro, ela define o Reino Treze de Maio como “casa sagrada, de fé, de força e de luz”, um espaço que reúne práticas religiosas, culturais e comunitárias e carrega “energias ancestrais”.
 
A obra reúne memórias, histórias e reflexões sobre ancestralidade, espiritualidade e resistência. Ao longo dos diálogos que deram origem ao livro, a Rainha Belinha destaca a importância da partilha de saberes como forma de enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa, sintetizando essa ideia na afirmação de que “tudo é para todo mundo”.
 
O historiador Rildo César Souza, responsável pela coordenação de pesquisa do livro, explica que a publicação foi construída a partir de encontros realizados no próprio Reino Treze de Maio, em um processo que envolveu conversas, registros e a transformação dessas narrativas em linguagem escrita. Segundo ele, a proposta foi criar um material que funcionasse como suporte para a fala e os pontos de vista de mestres e mestras das culturas afro-brasileiras, indígenas e populares.
 
A roda de conversa também buscou valorizar a oralidade como forma de produção e transmissão de conhecimento, criando um espaço de diálogo direto com o público. Para Kerley, a presença de Isabel e Rildo representa uma oportunidade de aproximação entre a universidade e as comunidades que mantêm vivas essas tradições. “Enquanto universidade pública, entendemos que é nosso papel apoiar, registrar e difundir esses conhecimentos, fortalecendo o vínculo entre a academia e as comunidades”, completa a professora.
 

Veja também

30 Abril 2026

O grupo de pesquisa e o Projeto de Apoio à Implementação da Estratégia Intersetorial de Prevenção da Obesidade (OIÊ), da...

Leia mais

29 Abril 2026

O Colégio de Gestores de Tecnologia da Informação e Comunicação (CGTIC) das Instituições Federais de Ensino Superior promove debate tecnológico...

Leia mais

28 Abril 2026

A Escola de Minas recebeu o I Seminário Mínero-Metalúrgico, evento destinado ao incentivo de ideias críticas sobre as possibilidades de...

Leia mais

28 Abril 2026

O Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (Icsa) da UFOP será sede do III Seminário da Rede Linhas: Limites e Potências...

Leia mais