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2ª edição do Ciclo de Debates da Adufop discute a ditadura empresarial-militar de 1964 e seus reflexos na atualidade

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Divulgação
Com: 
Laura Siqueira
A Associação dos Docentes da UFOP (Adufop) convida a comunidade universitária e o público em geral para a segunda edição do seu Ciclo de Debates em 2026. Com o tema “A ditadura empresarial-militar e o necessário enfrentamento pela luta sindical docente: legados autoritários e a ascensão da extrema direita no Brasil”, a programação acontece de 15 a 18 de abril, nas cidades de Ouro Preto e Mariana. 
 
ABERTURA – No dia 15 de abril, a abertura contará com o lançamento da cartilha “Os fascismos e como combatê-los”, da coleção Cadernos de Formação Popular (Editorial Vitória), e do livro “Partido Comunista Brasileiro: 100 anos de história e lutas”, organizado pelo professor Milton Pinheiro. Em seguida, será realizada a mesa “Trajetórias militantes e resistências coletivas no contexto ditatorial”, com a participação de José Francisco Neres e Milton Pinheiro.
 
José Francisco Neres é militante histórico do Partido Comunista Brasileiro. Perseguido, preso e torturado durante a ditadura militar, foi o último preso político de Minas Gerais a ser libertado no contexto da anistia, em 1979. Milton Pinheiro é cientista político, jornalista, professor de História Política da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e pesquisador da USP, além de autor de diversos livros sobre o tema.
 
MESAS TEMÁTICAS – No dia 16 de abril, às 14h, o auditório do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) recebe a mesa “Economia, empresariado e a extrema direita no contexto ditatorial e na atualidade”, com Glícia Gripp, Maria Eduarda Vital e Sofia Manzano.
 
Glícia Gripp é doutora em Sociologia pela UFMG e pesquisa sociologia da educação superior, sociologia do conhecimento e da ignorância, além de estudos sobre a extrema direita no Brasil. Maria Eduarda Vital é graduanda em Jornalismo pela UFOP, bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e voluntária no projeto de incentivo à diversidade e de extensão Ariadnes. Sofia Manzano é economista, doutora em História Econômica pela USP, mestre em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp, professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e autora do livro “Economia Política para Trabalhadores” (ICP).
 
Ainda no dia 16, às 19h, na sede da ADUFOP em Ouro Preto, será lançado o livro “HÉLCIO – Alex, Toninho, Ernesto, Gomes, Nelson, Fradinho”, organizado por Délcio Pereira Fortes, engenheiro, professor universitário e irmão de Hélcio.
 
Na sequência, será exibido o filme “ZÉ”, que retrata os últimos anos de José Carlos Novaes da Mata Machado, líder estudantil da UFMG e militante da Ação Popular Marxista-Leninista. Ele foi assassinado sob tortura pela ditadura empresarial-militar brasileira no DOI-CODI do Recife, em 1973. Após a sessão, haverá uma roda de conversa com o diretor do filme, Rafael Conde, e com o jornalista Pablo Matta Machado, integrante da Comissão Independente do Memorial dos Direitos Humanos Ocupado e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (Conedh).
 
MARIANA -No dia 17 de abril, as atividades seguem em Mariana, às 10h, no auditório G20 do ICHS (Instituto de Ciências Humanas e Sociais). Com o tema “Memória, legados autoritários e extrema direita no Brasil”, a mesa contará com Débora de Oliveira Santos, Maíra Pereira da Costa e Rodrigo Stumpf González.
 
Débora de Oliveira Santos é doutora em Ciência Política pela UFRGS, integrante da World Values Survey (WVS Brasil) e diretora executiva da Rede Brasileira de Reprodutibilidade, com pesquisas em psicologia política, comportamento político, ideologia e atitudes democráticas. Maíra Pereira da Costa é doutora em Ciência Política pela UFRGS, professora substituta no Departamento de História da UFOP, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Políticas de Memória (NUPPOME) e integra a equipe de pesquisa da World Values Survey Brasil. Rodrigo Stumpf González é professor titular da graduação e pós-graduação em Ciência Política da UFRGS, especialista em cultura política e política comparada latino-americana, com pesquisas sobre o impacto dos direitos humanos nos processos de transição desde a década de 1990.
 
ENCERRAMENTO – O encerramento será no dia 18 de abril, às 20h, no auditório do IFMG (Instituto Federal de Minas Gerais – campus Ouro Preto), com uma intervenção artística do grupo teatral MOTIM. A entrada será solidária, mediante doação de medicamentos e insumos médicos destinados a uma ação de apoio a Cuba. O MOTIM é um coletivo que pesquisa possibilidades de radicalidade política nas relações entre teatro e lutas sociais, aproximando a produção artística universitária das vivências populares. O grupo trabalha a partir da articulação entre teoria, prática e movimento, criando processos alimentados pelas experiências dos sujeitos envolvidos e por referências consolidadas do teatro político.
 
Segundo os organizadores, o Ciclo de Debates da ADUFOP integra o compromisso da atual diretoria com a formação sindical continuada e busca aprofundar discussões sobre a conjuntura política, a carreira docente, a educação pública e a organização da classe trabalhadora. A edição também reafirma o compromisso com memória, verdade, justiça e reparação, além de estimular reflexões e mobilizações diante do avanço da extrema direita e dos desafios às liberdades democráticas e aos direitos humanos.
 
Programação resumida:
 
Dia 15 – Mariana (Auditório Icsa)
 
- 19h: Lançamento da cartilha “Os fascismos e como combatê-los” e do livro “Partido Comunista Brasileiro: 100 anos de história e lutas”  - Em seguida: Mesa “Trajetórias militantes e resistências coletivas no contexto ditatorial”
 
Dia 16
 
- 14h (Auditório Icsa – Mariana): Mesa “Economia, empresariado e a extrema direita no contexto ditatorial e na atualidade” 
 
- 19h (Sede da Adufop – Ouro Preto): Lançamento do livro “HÉLCIO – Alex, Toninho, Ernesto, Gomes, Nelson, Fradinho” e exibição do filme “ZÉ”, com roda de conversa
 
Dia 17 – Mariana (Auditório G20 – ICHS)  - 10h: Mesa “Memória, legados autoritários e extrema direita no Brasil”
 
Dia 18 – Ouro Preto (Auditório IFMG)  - 20h - Intervenção artística do grupo MOTIM (entrada solidária com doação de medicamentos e insumos para ação de apoio a Cuba).

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