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UFOP coordena rede nacional em programa da CAPES-Global e amplia protagonismo na internacionalização

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Divulgação
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Após ficar em quinto lugar entre 33 redes de internacionalização avaliadas, a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) foi oficialmente instituída, na última quinta-feira (8), como coordenadora da rede “MineraMundi: Rede Internacional de Investigação da Mineração, Sustentabilidade e Desenvolvimento Social”, iniciativa aprovada no âmbito do Edital nº 13/2025 do programa CAPES-Global e que prevê investimento estimado de R$ 70 milhões ao longo de quatro anos. "Grande dia para a UFOP", comemorou o reitor Luciano Campos em suas redes sociais. Ele afirmou que o desempenho da instituição no programa representa financiamento real para pesquisa em uma área que a universidade domina.
 
A rede reúne universidades das cinco regiões do país. A distribuição dos R$ 70 milhões considera critérios como o número e a avaliação dos programas de pós-graduação de cada instituição, além de mecanismos para reduzir desigualdades regionais. Além da UFOP, integram a MineraMundi a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e a Universidade Federal do Tocantins (UFT). A composição atende às diretrizes do edital, que incentiva a formação de redes com instituições em diferentes estágios de internacionalização, promovendo colaboração científica e a redução de assimetrias regionais.
 
EIXOS – A proposta da rede MineraMundi está estruturada em dois grandes eixos temáticos, que orientam as ações de pesquisa e cooperação internacional. O primeiro aborda mineração, sustentabilidade e processos produtivos, com foco em temas como migração circular, exploração geológica e aproveitamento de resíduos, sendo coordenado por Gustavo Mello, do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Evolução Crustal. Já o segundo eixo articula mineração, saúde, sociedade e educação, voltado aos desafios contemporâneos e às estratégias sustentáveis para o futuro, sob coordenação de Camila Carrião, do PPG em Ciências Biológicas.
 
Como coordenadora, a UFOP assume papel estratégico na articulação das instituições participantes. Entre as suas atribuições estão a liderança na construção e implementação dos planos de internacionalização, o compartilhamento de infraestrutura e a coordenação do Comitê Gestor da rede, formado por 12 integrantes, sendo dois representantes de cada instituição participante, responsável pelas decisões estratégicas e pela execução de ações conjuntas.
 
Para a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), Paula Mendonça, a coordenação reflete a consolidação da UFOP na área. “Isso significa que a Universidade apresenta programas de pós-graduação de excelência e capacidade de articular outras instituições em torno de um tema estratégico”, afirma. Segundo Mendonça, os diferentes níveis de desenvolvimento na internacionalização de cada uma das instituições são um ponto forte do arranjo. Universidades mais consolidadas, como a UFOP, UFRGS e UFCG, vão atuar em cooperação com aquelas em fase inicial, promovendo trocas de experiências, fortalecimento de políticas institucionais e aprimoramento de estratégias como currículos internacionalizados e parcerias com o Sul Global.
 
AÇÕES – Entre as ações previstas estão missões acadêmicas internacionais, bolsas de doutorado-sanduíche, capacitações, intercâmbio de docentes e pesquisadores e a realização de eventos e seminários. As “missões” incluem tanto a execução de pesquisas em cooperação quanto a participação em eventos científicos e visitas técnicas para prospecção de novas parcerias. A implementação da rede já está em andamento, com reuniões mensais entre as instituições participantes e a elaboração dos primeiros instrumentos de execução, como editais, site e painel de indicadores. Também estão em discussão planos de trabalho para viabilizar a liberação dos recursos em junho. A liberação do projeto submetido no edital no site da CAPES-Global está prevista para daqui a um mês.
 
Ao final dos quatro anos, a expectativa é de impactos quantitativos e qualitativos para a internacionalização e para a pós-graduação das instituições parceiras. Entre os resultados esperados estão a ampliação do número de convênios e acordos internacionais, o fortalecimento de parcerias com instituições públicas e empresas privadas e o aumento da realização de encontros e workshops internacionais.
A proposta também projeta crescimento da produção científica e tecnológica em cooperação internacional, incluindo artigos de alto impacto, materiais de divulgação científica e desenvolvimento de propriedade intelectual, como patentes, protótipos e metodologias. Na dimensão social, estão previstas ações de extensão para comunidades atingidas pela mineração, além de formação continuada para professores de comunidades locais e povos indígenas.

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