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Professores do Departamento de Música fazem apresentações de casa durante a quarentena

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Em tempos de isolamento social por causa da pandemia do coronavírus, as janelas e varandas se tornaram os novos locais de apresentações musicais. No bairro Nova Suíça, em Belo Horizonte, o professor de trompete, coordenador do projeto de extensão sobre o ensino-aprendizagem de trompete do Departamento de Música da UFOP e trompetista principal associado na Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Érico Fonseca, tem levado conforto aos vizinhos em quarentena por meio da música.
 
Érico faz apresentações diárias, no início do pôr do sol. Desde que começou a se apresentar, ele notou que seus vizinhos passaram a interagir mais por suas janelas. “A música têm o poder de unir as pessoas e de transformação social muito grande. Elas começaram a se interagir mais. Essas apresentações reforçam a coletividade, principalmente em tempos de incertezas proporcionadas pela pandemia”.
 
Segundo o trompetista, as pessoas que moram próximo a ele também pedem músicas que fizeram parte de algum momento especial de suas vidas.  O repertório tocado é eclético: MPB, músicas infanto-juvenis, trilhas sonoras de filmes e desenhos, música clássica, “entre outros gêneros musicais que englobam os clássicos mais populares e as populares mais clássicas”, conta. As apresentações também estão sendo disponibilizadas pelas redes sociais do músico, sendo uma forma de levar o seu trabalho para inúmeras pessoas. 
 
 
PRÁTICA - O professor e violonista Victor Vale faz gravações de vídeos e estuda violão em sua casa, no município de Nova Lima. Ele conta que quando está tocando, seus vizinhos sempre vão para as janelas e sacadas para ouvirem o seu repertório.  “Ter a oportunidade de tocar para um público, mesmo que pequeno e composto por pessoas conhecidas, é ótimo para manter as minhas atividades musicais em dia”.
 
O músico conta que suas apresentações não têm dia e nem horário definidos: quando sente as consequências do isolamento social, coloca uma cadeira na entrada da casa e começa a tocar.
 
A música soa tão bem aos ouvidos dos vizinhos que a recompensa vem através da receptividade das pessoas que o apreciam. “Acredito profundamente que a arte não apenas instrui, mas também humaniza, sensibiliza, alimenta. Frente a esses tempos de incerteza e apreensão que vivemos hoje, a arte se torna não apenas necessária, mas absolutamente essencial”, conclui.
 
 
ESTADOS UNIDOS - Já o professor de violão, Tabajara Belo, faz lives semanalmente pelo seu Instagram. Atualmente, o docente mora na cidade de Gainesville, na Flórida (EUA), onde faz doutorado em composição pela Universidade da Flórida. Ele conta que a experiência está sendo uma maneira de se aproximar do público brasileiro, além da prática, que precisa ser exercida como profissional e pesquisador da área musical.
 
Durante as suas lives, Tabajara toca de tudo, mistura temas dos seus dois primeiros discos, peças autorais que fazem parte da sua pesquisa de doutorado e canções de outros artistas. “Na procura de atender todo mundo, me obrigo a elaborar novos arranjos, acabo aumentando meu repertório, é bem legal. E tem pedidos de cunho didático, pedem explicações e dicas sobre composição, arranjo, improvisação”, conta.
 
Para Tabajara é necessário continuar veiculando o conteúdo que produz, aprofundando as possibilidades da utilização das ferramentas on-line. "Surpreendentemente, de dentro do meu quarto, consigo trazer à tona algumas sutilezas que no palco passam despercebidas”, finaliza.
 
 
Para conhecer e acompanhar os trabalhos dos músicos, acesse seus perfis nas redes sociais.
 

 

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