O Departamento de Estudos Africanos, Afro-Brasileiros e Indígenas (Deabi) e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) receberam integrantes da Associação Monlevadense de Afrodescendentes (Amadi) e estudantes da Incubadora de Empreendimentos Sociais e Solidários (Incop), do Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (Icea), do campus João Monlevade, para uma visita de educação patrimonial em Ouro Preto.
A programação incluiu visitas à Mina Du Veloso, uma mina de ouro do século XVIII, ao Museu Casa dos Contos e um percurso pelas ruas do centro histórico da cidade, destacando as contribuições da população negra e da cultura africana para a formação da cidade e do país.
A iniciativa, realizada no último dia 11 de julho, contou com a parceria entre o diretor do Icea, Wagner Curi, o chefe do Deabi, Erisvaldo dos Santos, e o coordenador-geral do Neabi, Clézio Gonçalves. O objetivo foi proporcionar aos participantes uma experiência voltada à valorização da memória, da cultura africana e do patrimônio histórico presente em Ouro Preto.
Segundo Clézio, a atividade permitiu reunir diferentes dimensões da história e da identidade brasileira em um mesmo espaço: "Essa ação proporcionou a todos uma experiência de poder cruzar história, memória, inteligência, ancestralidade, resistência e produção de conhecimento no mesmo espaço: Ouro Preto".
Para o chefe do Neabi, as visitas contribuíram para ampliar a compreensão sobre a formação histórica do Brasil. Erisvaldo aponta que a visita à Mina Du Veloso e à Casa dos Contos "ajuda a compreender a formação do nosso país, as desigualdades produzidas pela escravidão e as estratégias de resistência construídas pela população negra."