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Colaboradores destacam o potencial da Rádio UFOP para divulgação de informação e cultura

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NPG
Com: 
Larissa Lana

Desde a sua criação, em 1998, a Rádio UFOP 106.3 FM promove parcerias acadêmicas com professores, técnicos-administrativos e estudantes da UFOP, que contribuem na produção de conteúdos educativos, como programas ao vivo e programetes (pílulas). Os temas abordados são variados: saúde, ciência, cinema, preservação ambiental, música, construção civil, entre outros – tudo isso em diálogo com o ensino, a pesquisa e a extensão. 

COLABORADORES - Pelo menos três colaboradores atuam na Rádio UFOP desde o início de sua história, como é o caso do professor aposentado da UFOP, Jorge Adílio Penna. Ele é o produtor e apresentador do programa "O Choro é Livre", que busca valorizar o estilo musical Chorinho. "Logo no início da Rádio, fui convidado para participar do conselho de programação. Eu sempre gostei muito de Choro, sempre comprei muitos discos desde a década de 1970, quando o Choro voltou a aparecer na cena musical brasileira. E aí propus fazer esse programa", explica Adílio ao ressaltar que "o rádio é um veículo importantíssimo. A facilidade de penetração do rádio, um sujeito pode ouvir enquanto está no campo com um radinho de pilha pendurado na beira da cerca, enquanto ele está fazendo seu trabalho". Desde a primeira exibição de "O Choro é livre", já se passaram 16 anos. 

Outro que colabora com a emissora desde a sua fundação, em 1998, é o técnico-administrativo aposentado, Arnaldo de Almeida, que produz o programa "Shiva Om". "Eu comecei com esse programa logo que a rádio iniciou. O objetivo era que as pessoas refletissem sobre uma outra forma de ver o mundo, pensando mais filosoficamente, ideologicamente. Levar uma outra forma de entendimento do mundo, que é o que eu faço, uma outra visão de mundo, uma outra forma de entendimento da existência, inclusive dos seres e tudo mais", revela o mestre de Yoga. Arnaldo de Almeida pontua que o intuito do programa é apresentar os benefícios que a cultura oriental, mais especificamente a da Índia, pode oferecer à sociedade. 

O professor Gilson Nunes, do Departamento de Museologia, é colaborador voluntário desde 2001. Os programetes "Minuto Astronômico" e "Memória da Ciência e Técnica" ultrapassam o número de 200 edições em 2017. "Desde quando era criança, eu tinha um fascínio pelo prédio do observatório astronômico da Escola de Minas da UFOP. Assim que eu me tornei aluno de Engenharia Civil da Escola de Minas, comecei a frequentar a Sociedade de Estudos Astronômicos de Ouro Preto (SEAOP). Nas conversas lá na SEAOP, surgiu a ideia de propor um programa para Rádio UFOP. Foram sugeridos dois programas: um no formato de pílula, o 'Minuto Astronômico' e o outro de entrevistas, o já extinto 'Planetário', que ia ao ar nas noites de lua cheia". Em 2004, Gilson propôs o programete "Memória da Ciência e Técnica", no qual aborda o acervo da coleção de mesmo nome. 

Muitos outros professores, técnicos-administrativos e estudantes contribuíram com a emissora ao longo de sua história. Alguns são mais recentes, como é o caso do professor Ricardo Moebus, do programa "Abertamente". Médico psiquiatra, ele se tornou colaborador em 2017, por meio de um edital de seleção de conteúdo para a emissora. "A Rádio UFOP tem uma penetração enorme na região. Então a gente queria abrir essa conversa, fazer um espaço de diálogo. Pensamos em um programa que fosse bidirecional, que não fosse apenas uma passagem de informação, mas que abrisse realmente conversas e diálogos. A gente fez então um e-mail do programa, ufopabertamente@gmail.com, e o divulgamos em todos os programetes, de maneira que as pessoas pudessem entrar em contato, fazer sugestões sobre a saúde mental municipal, regional, contar alguma história pessoal que viveu ou um problema que teve", explica o professor da Escola de Medicina. Para ele, "O rádio representa, nessa iniciativa, uma oportunidade incrível de construção de conversa. É a oportunidade de construir diálogos, construir encontros". 

Além de reconhecer a rádio como importante veículo de disseminação de informação, mesmos nos dias atuais, com as diversas novidades tecnológicas, a professora do Departamento de Turismo da UFOP Kerley Alves relata a experiência com a produção radiofônica. "Eu estou extremamente feliz em participar do programa, da produção. Abre, para mim, um mundo de ideias. O universo desse veículo de comunicação foi capaz de ampliar minha visão tanto para os bastidores, pois eu não tinha noção da produção dos programas, como para a equipe."

MEMÓRIA - Esses relatos e tantos outros têm sido catalogados por meio do projeto "Memória Rádio UFOP". São produzidas entrevistas com professores, estudantes, técnicos-administrativos e outros colaboradores antigos e atuais como forma de preservação e valorização de sua história. Para isso, são gerados produtos radiofônicos, como o "Memória, minha experiência com o rádio", veiculado na emissora e disponibilizado na internet. O trabalho de construção da memória contempla ainda o levantamento de fotografias antigas, o registro contínuo de informações do cotidiano da rádio e a disseminação em formato impresso e em dispositivos digitais. 

Memória, minha experiência com o rádio - Jorge Adílio 
Memória, minha experiência com o rádio - Arnaldo de Almeida 
Memória, minha experiência com o rádio - Gilson Nunes 
Memória, minha experiência com o rádio - Ricardo Moebus 
Memória, minha experiência com o rádio - Kerley Alves

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