| A Câmara de Comércio e Indústria Israel/Brasil esteve na Fapemig na última semana de fevereiro (22 a 26) e apresentou a história do movimento de incubação de empresas em Israel. A Câmara foi representada pelo seu presidente, Prof. Dr. Samuel Jerozolimski que, a convite da Fapemig, falou sobre incubação de empresas de Israel, uma história recente que data de 1991. A palestra foi voltada para gerentes de incubadoras de empresas mineiras filiadas à RMI – Rede Mineira de Inovação. Jerozolimski iniciou sua explanação mostrando o cenário econômico atual de Israel, um país de poucos recursos naturais, árido e que tem seu abastecimento de água dividido com a Autoridade Palestina e Jordânia. Em 2007, o país teve uma taxa de crescimento de 5,1% e um PIB de 206 bilhões de dólares com uma renda per capita três vezes superior ao do Brasil com uma inflação moderada de 3,4% ao ano. Segundo o Professor, a estratégia do governo israelense (na verdade, uma aposta), acossado pela recessão, foi investir na indústria de tecnologia, que seria responsável por produtos de alto valor agregado. No final da década de 1980, com o fim da União Soviética, cerca de 1 milhão de pessoas migraram das ex-repúblicas soviéticas para Israel, muitas delas com know-how tecnológico, mas sem nenhuma noção de custos. O governo israelense, com este cenário, investiu recursos públicos para a criação de uma rede de incubadoras de empresas. Incubadoras lucrativas As primeiras incubadoras de empresas israelenses seguiram o “modelo clássico”, amparadas por instituições sem fins lucrativos e ligadas à instituições de ensino. Portanto, incubadoras subsidiadas. Hoje, a rede de Israel conta com um quadro de 24 incubadoras. Boa parte das empresas incubadas (41%) desenvolvem produtos com soluções para a área médica, outros 20% atuam na área de biotecnologia. Dados de 2008 apontam que as incubadoras israelenses acomodavam 1.300 empresas e que outras 1.100 já tinham sido graduadas. Para o Prof. Samuel, o momento atual é de revisão e de se pensar em “privatizar” as incubadoras, promovendo a competição entre elas num mercado livre. Para ele “as incubadoras de empresa podem ser lucrativas”. Durante sua visita, Samuel Jerozolimski ainda apresentou o cenário dos parques tecnológicos israelenses a assistiu uma breve apresentação de cada incubadora mineira. |