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Uma aula magna sobre importância da inovação

A X Conferência Anpei de Inovação Tecnológica coincidiu com um momento especial para o Brasil, em que o País está retomando seus investimentos, avalia o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. O economista transformou seu discurso na sessão solene de abertura do evento, que ocorreu na tarde do dia 26 de abril, em uma aula magna sobre a importância da inovação para o País.

Para Coutinho, a inovação é fundamental em dois planos para o Brasil, sendo o primeiro o macroeconômico e o segundo o microeconômico. No nível macroeconômico, o economista ressaltou que a inovação é imprescindível para aumentar a poupança privada brasileira e, conseqüentemente, os recursos disponíveis para a realização de investimentos no País, de modo a elevar a produção e o lucro das empresas bem como o consumo e a renda dos trabalhadores. Já do ponto de vista microeconômico, Coutinho apontou que a inovação representa o passaporte para as empresas obterem a capacidade de competir e de conquistar novos mercados.

“O consenso de que a inovação é fundamental nos une”, disse o economista a uma platéia formada por empresários, gestores de P,D&I, representantes de ICTs e de órgãos de governo. “O governo está disposto a aperfeiçoar os instrumentos de apoio à inovação, junto com o setor privado. Mas a inovação é um projeto de longo prazo para o qual precisamos de persistência e ousadia”, afirmou.

O economista frisou a necessidade de aumentar os investimentos em P&D no Brasil nos próximos quatro a cinco anos para no mínimo 2% do PIB, índice que representa a média dos países da OCDE. Também indicou a necessidade de mobilizar as pequenas e médias empresas para a inovação, dotando-as de cultura e de uma gestão de processos que assegure a continuidade e a persistência nos esforços para atingir o objetivo de as tornarem inovadoras. “Se não fizermos isso, estaremos em um cenário de competição acirrada que poderá inibir nosso potencial de crescimento”, concluiu Coutinho.

Uma das idéias apresentadas pelo economista em seu discurso nesse sentido é que as grandes empresas, que já tem uma cultura de inovação mais consolidada, promovam o atributo em suas cadeias de fornecimento, formadas, em grande parte, por pequenas e médias empresas.

 

 

Fonte: ANPEI

 
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